Como a nutrição pode ajudar crianças com transtornos comportamentais?

Publicado em 28 de agosto de 2017

Como a nutrição pode ajudar crianças com transtornos comportamentais?

Uma atenção especial à alimentação do seu filho na infância pode ser o caminho para mais qualidade de vida

Muitas crianças vêm demonstrando alguns transtornos comportamentais e psicológicos, e os pais precisam estar atento a estes sinais. Um destes é o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade). Este distúrbio também pode ser percebido pelas que demonstram “explosões de raiva”, “tremedeira” em situações de frustração ou dificuldade em se concentrar em uma tarefa. Fatores como a genética, o parto e o fato de ter sido ou não amamentado podem contribuir para o desenvolvimento de doenças. Mas as pesquisas também mostram a relação da nutrição com estes transtornos na infância. Para a nutricionista Ariane Bomgosto, do Espaço Médico Infantil (Bl. 4 – 320), há alguns pontos importantes a se observar na alimentação dos pequenos.

“Retire os alimentos vazios da dieta do seu filho: balas, pirulitos, jujubas, salgadinhos de pacote. São um aglomerado de corantes, conservantes e aditivos químicos sem nenhum tipo de nutriente; corte o refrigerante, que é um antialimento. Este, além de não nutrir, ainda rouba os nutrientes, pois se liga a minerais como o cálcio, o magnésio e o zinco, tornando- os indisponíveis”, aconselha.

Aqueles que passam por longos períodos de tratamento medicamentosos com antibióticos apresentam prejuízo na saúde do seu intestino, por exemplo. Nestes casos, segundo a especialista, é preciso incluir alimentos probióticos e prebióticos para reequilibrar a sua flora intestinal, além de fontes de ômega 3, que ajudam a recuperar a integridade da mucosa intestinal.

Os estudos também mostram a relação destes transtornos com a ingestão do glúten entre as crianças. Alguns pacientes vêm demonstrando melhoras como: menos ansiedade, maior interação com outras crianças e melhora da qualidade do sono, quando introduzidas a uma alimentação livre do glúten, com redução dos carboidratos inflamatórios e aumento da ingestão de gorduras saudáveis.

“Sou contra dietas da moda ou terrorismos nutricionais, mas o glúten, nestes casos, deve ser reduzido ao máximo ou retirado. Isso porque esta proteína pode passar para a corrente sanguínea, ativando o sistema reativo do organismo. Além disso, pode ultrapassar a barreira hematoencefálica, provocando um estado de inflamação no cérebro. É importante lembrar que a criança não precisa ter a doença celíaca diagnosticada para ser sensível ao glúten. Esta sensibilidade pode não ser diagnosticada em exames laboratoriais. Mesmo assim, ao retirar o excesso de glúten e introduzir um planejamento alimentar saudável, muitas crianças demonstram melhorar em sintomas como falta de foco, dificuldade de socialização ou tiques motores”, finaliza a nutricionista.

Dra. Ariane Bomgosto 

Bl. 3– Espaço Médico Infantil  – Pátio Interno

Tel.: (21) 3171-3171